Uma conversa sobre a real beleza

8 jul

Vamos abrir o debate com essa foto. “Uma mulher sem curvas é que nem um jeans sem bolsos… você não sabe onde por as mãos!”.

Frase super bonitinha, mas quero puxar um debate maior sobre isso. Acredito que a luta pela valorização da real beleza está muito distante de conseguir resultados efeitvos.

Existem muitas pessoas que pensam como a pessoa que criou a foto, que mulher bonita é aquela que é natural, que tem suas curvas, que tem seus defeitos e qualidades.

E curva não é privilégio só das gordinhas ou gostosas, já vi muita menina magricela que tinha um corpo fantástico. Só não possuia o corpo que as revistas adoram estampar.

Não vou cair naquele argumento clichê que a mídia impõe um padrão de beleza e mimimi. Todos nós sabemos que a mídia impõe padrões de beleza, consumo e por ai vai. Acho que só pensar que a culpa da mídia é muito pobre. A culpa está até em nós, nas pessoas que nos cercam.

Quem nunca pensou em por silicone para agradar algum bophe cilada (quando na verdade você nem precisaria disso para ser bonita)? Quem nunca se jogou em alguma loucura belezística por conta de um monte de gente usando a mesma coisa tosqueira (exemplo batom Snob, que uma em cada mil pessoas ficava realmente bem).

Acho que a mulher adquire conhecimento do seu próprio corpo e segurança após uma certa idade. Até uns 20 anos a gente acha defeito em cada coisa besta. Com 30 e 40 entedemos que ser bonita não é ter o corpo mais bonita de todas, é arrasar nos nossos pequenos detalhes, é ser mulher bonita e ainda feliz na vida profissional.

Acho que é natural da mulher crescer paranóica com algumas coisas. Quando somos novinhas temos problema com peso, depois é com pele assim, rugas ali, cabelo assado e por ai vai.

Mulheres que estão lendo este texto, entendam que cada uma de vocês é bonita da sua maneira. Seja você baixinha, alta, gordinha, magricela. Beleza não existe só em um padrão de mulher com muito peito, muita bunda, cabelo compridão e corpo escultural. Muitas vezes acho mais bonita uma menina magricelinha  que essas  garotas assim. Por quê? Porque ela é natural, sua beleza é crua e não foi construída através de cirurgias e toda essa loucura.

E não se ofenda quem faz plástica, acho um recurso muito bacana para quem quer dar um up na auto estima. Por exemplo uma garota que não tem muito peito e quer por um pouco para ficar natural. É muito bacana o efeito de uma cirurgia assim na auto estima dessa mulher. Mas tem gente que se submete a qualquer loucura para ficar “linda”.

Quando eu era mais nova tinha uma pira de nunca sair de casa sem maquiagem. Hoje vivo numa boa de cara lavada, a entrevista que fiz na loja da Bare Minerals foi uma Nathália de rosto sem nada de maquiagem. E não é que as vendedoras reconheceram meu talento como maquiadora?

Beleza deve ser algo natural da gente, devemos nos sentir felizes por ser quem somos. Gostaria de viver num mundo onde as pessoas acordassem e olhassem sua imagem no espelho e gostassem do que veem. Mesmo tendo uns quilinhos a mais, não tendo peito e bunda de celebridade.

Você é bonita por ser única, por ter traços no universo que são só seus, por ter a personalidade que completa sua beleza.

Acredite na sua real beleza, entenda que você não precisa ser a mais bonita do universo para ser uma pessoa encantadora. Seja natural, seja você mesma, Isso já basta.

Beijos

Nathy

ps.: texto escrito por uma essoa com 1,58m de altura, beeeeem baixinha, com nariz batatudo, sem bunda, com perninhas tortinhas e com humor ácido. E mesmo assim feliz com minhas estrias e celulites. Você também pode ser 🙂

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2 Respostas to “Uma conversa sobre a real beleza”

  1. Aline Dos Anjos 8 de julho de 2012 às 23:58 #

    Nathy,você é uma gostosa!isso sim! A minha mini delicia! UAHUAHUAHUAH
    E pra variar… mandou muiiito bem no texto.
    É realmente bacana,ver um blog que incentiva não só a realçar nossos pontos positivos,mas também nos amarmos como somos.

    Um beijo! tô com saudade,minha jornalista!

    • Nathy Farias 9 de julho de 2012 às 00:03 #

      Sua tesuda HAHAHA Saudade docê
      Fiz o post que é o que realmente acredito, vejo muita gente se martirizando por um padrão que não é legal, que não foi criado pra todo mundo. É papel do jornalista/comunicador tentar mudar um pouco essa visão distorcida que tá rolando por ai.
      Um beijo minha arquiteta delícia, fica bem viu?

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