Brasil paga mais caro por internet mais lenta

31 maio

Pessoal lindo do meu coração, decidi oublicar essa matéria porque… bom adorei produzi-la. É uma das melhores que escrevi hoje e acho que contém informações que são muito importantes para todos nós. A matéria ganhou capa do jornal laboratório que produzo esse semestre, portanto, divirtam-se com o lado Nathália Farias que vocês não conhecem, o lado que fala de tecnologia, política, economia e muitos outros assuntos. Boa leitura

País possui internet mais lenta que a da Etiópia e paga quase 400 vezes mais caro que o Japão pela mesma velocidade

Segundo dados publicados pela Pando Networks em Outubro de 2011, o Brasil está em 163º lugar no ranking que mede a velocidade da internet utilizada pelos usuários de seus respectivos países. O país fica atrás de países como Etiópia, Haiti e Nigéria.A segunda cidade com conexão mais lenta do mundo também é brasileira: Itapeta, em Santa Catarina. Nessa cidade a velocidade da conexão chega a apenas 61kbps, o mesmo que a internet discada.

Outro estudo realizado pela Associação Brasileira de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) baseou-se na comparação de preços das conexões banda larga de várias empresas, tomando como ponto de partida o recebimento de 1 megabit por segundo (Mbps). Os resultados foram de que a conexão de Manaus é 325 vezes mais cara do que a mesma conexão oferecida no Japão. Na Itália 1 Mbp equivale a R$4,32 por mês; na França, R$5,02. No Brasil os preços conseguem bater nas marcas de R$ 159,80, R$ 239,90, R$ 716,50. Esses números seriam equivalentes a quase 400 vezes mais o valor pago no Japão,que corresponde a R$1,81. A pesquisa realizada em setembro de 2007 ainda aponta números reais para maior parte da população.

Apenas 0,7% da população brasileira possui acesso à internet de mais de 1 Mbps. Em contraponto a tudo isso, o Brasil é um dos países com presença massiva na internet, sendo, por exemplo, o segundo maior usuário da rede social Twitter e o maior usuário de internet na América do Sul, segundo pesquisa divulgada em dezembro de 2011pela Internet World Stats.

“Podemos contratar uma internet de 1 MB ou uma de 100 MB que nunca estaremos utilizando o que pagamos, pois a Anatel estabeleceu uma lei de liberação de no mínimo 10% do comprado, assim as empresas responsáveis por nos vender a internet, liberam somente esta quantidade. Isso foi feito para manter uma conexão estável para todos”, afirmou Caio Zambonini, 20, estudante de  Tecnologia em Analise e Desenvolvimento de Sistemas, pela Faculdade de Informática e Administração Paulista

Um dos grandes fatores para que a internet não chegue à todos é a questão da infraestrutura ainda falha que se encontra na maior parte do país. Mesmo na cidade de São Paulo, alguns bairros como Jardim Ângela, situado na zona sul da cidade, a internet não chega de forma alguma, apenas se o usuário pagar por internet móvel 3G.

“No Brasil falta infraestrutura e a mão de obra é cara. Poucos lugares tem uma conexão boa e muitos ainda não tem acesso a internet, somente 3G. Para a liberação de uma média grande de internet para um bairro, todos os cabos deveriam ser de ultima geração, fibra óptica, por exemplo, o que não é.”, acrescentou o estudante de TI.

A última pesquisa realizada pelo Sindec no dia 27 de março de 2012 aponta que 7 das 30 empresas com mais reclamações na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) são relacionadas a serviços de telecomunicação. Este fato apenas afirma que as empresas estão com vários setores falhos, como o de prestação de serviços e atendimento ao consumidor.

“As empresas de telecomunicações oferecem preços que parecem ‘baratos’, mas que só compensam mesmo se você comprar todos os serviços disponíveis, como TV, internet e telefone. Pagar cada coisa separado sai mais caro do que se você aceitar esses pacotes.”, desabafou Gabriel Cunha da Silva, 23, ilustrador.

Ainda baseando-se nos estudos publicados pela Word Internet Stats, no ano passado, o Brasil é um país com poucas empresas na área de telecomunicações e elas formam um certo monopólio sobre os serviços oferecidos. Uma proposta do governo brasileiro prevê que até 2014 a lei imposta pela Anatel mude para 20%.“Creio que seja por causa da Copa, a após este período, tudo voltará ao que era.”, conta Caio.

A falta de competitividade e monopólio das empresas criou um atraso na tecnologia oferecida por essas companhias. A falta de boas propostas, o serviço de atendimento ainda falho são algumas das razões pelo preço caro pago pelos consumidores e o atraso na inclusão digital do cidadão comum.

Beijos amores

Nathy

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