Pontos Famosos de São Paulo se tornam palco dos desfiles da grife Cavalera

25 mar

“Marginal Tietê, Minhocão, Estação da Luz, Parque do Ibirapuera, Galeria do Rock, Autódromo de Interlagos e Museu do Ipiranga . O que esses lugares têm em comum? Todos são lugares públicos, comuns na vida cotidiana de qualquer morador da Grande São Paulo. E todos foram palco de desfiles da grife Cavalera.

A marca teve como proposta uma forma de popularização dos desfiles e da moda em geral, para sair do famoso espaço onde ocorrem as outras apresentações e ir à lugares do cotidiano de pessoas comuns.  Toda essa mudança nos desfiles da marca também representa uma forma de crítica a como ainda a moda brasileira é ligada a uma elite.

Porém a prática se mostra diferente. Todos os desfiles só podem ser assistidos por quem possuir credenciais,  as pessoas comuns não podiam entrar em contato com as modelos e/ou os estilistas, tudo era cercado por seguranças e difícil de ser visto por quem passava no local.

Segundo Paulina Bastos, 19, o brasileiro está acostumado com a forma que o desfile que é feito. “Numa Fashion Week de Nova York eles usaram um carrossel para apresentar as modelos. Era algo lindo. Levar as ruas do jeito que leam os desfiles não é uma forma de populariza-los. A melhor forma de fazer isto é combinar mais arte nos desfiles, não ficar só na arte da roupa, mas explorar ideias como a do carrossel”, afirmou a estudante de Design da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que confirmou ser uma frequentadora assídua do evento.

Para Caroline Akioka,18, estudante de Jornalismo da Universidade Metodista, a primeira coisa que deve ser pensada pela indústria de moda é qual mercado que eles querem atingir, o gande público, ou uma elite, um grupo seleto. “No Japão, acontece um desfile no shopping mais famoso do país, o Shibuya 109. São desfiles muito disputados e lá aparecem modelos que são os ‘rostos’ das revistas que estampam. Aquele tipo de desfile acontece para o consumidor final olhar e desejar, não para os críticos ou editores de revistas”, conta a estudante.

Caroline ainda vai além e conclui que é hipocrisia da Cavalera em tentar popularizar os desfiles por ocorrerem em locais públicos. “De nada adianta fazer um desfile assim, se uma calça jeans custa R$400, 00. Isso é apenas jogo de marketing para atrair a atenção da mídia”

Contudo, essa tentativa de revolucionar a forma de se fazer desfile de moda não só foi manifestada pela Cavalera, mas também por outras grandes marcas e novos estilistas.”

Esta matéria foi escrita em conjunto com a minha amiga Juliana Tavares e poderá ser publicada no jornal laboratório “Comum” da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Agora vem a minha opinião 🙂

Amores vocês sentiram falta da Carol no blog né? Todos sentimos, e ela foi uma das minhas melhores conselheiras na hora de fazer a matéria. O conhecimento que ela possui em moda é extraordinário. Foi uma boa conversa com ela e com a Paulina, que aliás também contou coisas super interessantes.

Ambas meninas falaram como acham hipócrita o jeito que a Cavalera tenta popularizar os desfiles. Também acredito que não é assim que vamos tornar a moda popular e ainda acredito que o brasileiro se acomodou no jeito que são feitas as Fashoin Weeks. Um exemplo disso seria no quesito maquiagem (sorry people, sou maquiadora, é nisso que posso dar pitaco).

Maquiagem na nossa Fashion Week é mal feita (podem me jogar as pedras), mal feitas e copiadas das outras ao redor do mundo. Não ousamos por uma imagem nossa, uma identidade brasileira na maquiagem. Copiamos e colamos de fora e ainda sai muitas vezes mal feito por conta da correria. Agora reparem nas fotos das semanas da moda de outros lugares, na deles as maquiagens estão sempre impecáveis e sempre ousam buscar uma identidade. Por que disso? Elas também são feitas em cima da hora.

Tokyo Girls Collection, desfile que ocorre no Shibuya 109 todos os anos

Isso só faz a gente pensar como estamos andando. A moda aprensentada nas passarelas é fechada para um grupo seleto e o grupo que corresponde a maior parte das pessoas não possui muitas formas de acessar esse conteúdo. Por isso ocorreu a explosão dos blogs de moda, desfiles alternativos na internet e reality shows sobre o assunto. O grande público sente uma carência de ter uma moda acessível nos meios de comunicação, de uma coisa que qualquer pessoa pode usar. Como a Carol falou, no Japão a moda é produzida para o público consumidor, elesnão estão preocupados em passar conceito, querem vender a imagem mesmo. Por que não fazemos isso, e quando fazemos somos tachados de “pobre?”.

A forma de se fazer desfile só vai mudar depois que mudarmos muito nosso pensamento e isso não envolve só as elites, mas toda a população que aceita  numa boa ficar de fora desses eventos.

Beijão

Nathy

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